GWM Tank 300 muda de visual na China com foco no off-road

O GWM Tank 300 muda de visual na China com foco no off-road e fica maior do que o atual, segundo patentes registradas pelo fabricante chinês no órgão regulador local. A segunda geração do SUV compacto traz alterações significativas na carroceria, com ângulos de ataque e saída otimizados, para-choques redesenhados e entre-eixos ampliado. As mudanças sinalizam que a Great Wall Motors quer consolidar o Tank 300 como referência em capacidade fora de estrada na categoria, competindo diretamente com Jeep Wrangler e Ford Bronco Sport.

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No Brasil, o Tank 300 chegou em 2023 como a aposta da GWM no segmento de SUVs aventureiros de médio porte. O modelo atual já entrega tração 4×4 com reduzida, bloqueios de diferencial e suspensão de curso longo. A nova geração promete elevar esse patamar com modificações estruturais que facilitam a passagem em obstáculos e aumentam o espaço interno, dois pontos que o público brasileiro valoriza quando o assunto é trilha de verdade.

Mudanças na carroceria ampliam capacidade off-road

As imagens das patentes mostram um Tank 300 com linhas mais angulares e para-choques dianteiro e traseiro recuados. O objetivo é claro: melhorar os ângulos de ataque, saída e rampa, métricas essenciais para quem enfrenta trilhas com pedras, valas e subidas íngremes. O para-choque dianteiro agora tem vincos mais acentuados e menor projeção, liberando espaço para o SUV subir obstáculos sem arrastar a carroceria.

Na traseira, o estepe externo foi reposicionado e o para-choque ganhou corte mais alto. Isso aumenta o ângulo de saída, permitindo que o veículo desça rampas acentuadas sem tocar a traseira no solo. A porta-malas mantém abertura lateral, mas o desenho sugere dobradiças reforçadas para suportar o peso do estepe em posições mais extremas durante trilhas.

Outro detalhe importante: as caixas de roda foram alargadas. Isso indica que a nova geração pode aceitar pneus de maior diâmetro de fábrica, algo que o público off-road valoriza porque reduz a necessidade de modificações para rodar em terrenos pesados. O Tank 300 atual já aceita pneus 265/65 R18, mas a nova plataforma pode comportar medidas próximas a 275/70 R18 sem alterações.

Dimensões ampliadas trazem mais espaço interno

O entre-eixos do novo Tank 300 cresce cerca de 80 mm, passando de 2.750 mm para aproximadamente 2.830 mm. Na prática, isso significa mais espaço para os passageiros do banco traseiro e, potencialmente, porta-malas maior. O comprimento total também aumenta, saindo de 4.760 mm para algo próximo de 4.850 mm, segundo as proporções das patentes.

Essa mudança atende uma reclamação recorrente dos donos do Tank 300 atual: o espaço traseiro é justo para adultos acima de 1,80 m em viagens longas. Com o novo entre-eixos, a distância entre os bancos dianteiros e traseiros aumenta, melhorando o conforto em trajetos de estrada até o início das trilhas.

A largura também cresce discretamente, de 1.930 mm para cerca de 1.960 mm. Isso amplia o espaço interno lateral e melhora a estabilidade em inclinações laterais durante o fora de estrada, porque aumenta a bitola das rodas. Vale notar que SUVs mais largos têm centro de gravidade mais baixo proporcionalmente, reduzindo o risco de capotamento em trilhas com inclinação acentuada.

Motor e tração seguem referência off-road

As patentes não detalham o trem de força, mas fontes do mercado chinês indicam que o novo Tank 300 mantém o motor 2.0 turbo a gasolina de 227 cv e 38,7 kgfm de torque, acoplado a câmbio automático de oito marchas. A tração 4×4 com reduzida e bloqueios de diferencial traseiro e dianteiro permanece no pacote, assim como os modos de condução específicos para areia, lama, neve e rochas.

No Brasil, o Tank 300 atual usa esse mesmo conjunto mecânico. O motor entrega potência suficiente para acelerar de 0 a 100 km/h em cerca de 9 segundos, desempenho compatível com a proposta de um SUV que prioriza torque em baixa rotação para trilhas. O consumo médio fica em torno de 8 km/l na cidade e 10 km/l na estrada com gasolina, números típicos para um veículo de 2 toneladas com tração 4×4 permanente.

A suspensão independente nas quatro rodas com curso longo de 220 mm deve ser mantida, assim como a altura do solo de 224 mm. Esses números colocam o Tank 300 acima de concorrentes como Jeep Compass Trailhawk (210 mm) e Mitsubishi Pajero Sport (218 mm) em capacidade de vencer obstáculos sem tocar o chassi.

Design externo ganha identidade própria

A nova geração abandona parte das referências ao design clássico de SUVs quadrados dos anos 1990 e adota linhas mais exclusivas. A grade frontal mantém o formato retangular com barras verticais, mas os faróis ficam mais finos e alongados, com assinatura luminosa em LED que forma um “C” invertido.

As lanternas traseiras também mudam, adotando desenho vertical que se estende até o teto. Esse padrão visual facilita a identificação do veículo em trilhas noturnas e melhora a visibilidade para outros condutores em comboios off-road. O teto solar panorâmico, presente no modelo brasileiro, aparece nas patentes com área de abertura ampliada.

Os retrovisores externos ganham câmeras integradas, sugerindo que a nova geração pode traer sistema de visão 360 graus de série ou como opcional. Essa tecnologia ajuda em manobras em trilhas estreitas, onde a visualização lateral é limitada por vegetação ou pedras.

Interior deve seguir padrão premium da marca

Embora as patentes não mostrem o interior, a tendência da GWM é elevar o nível de acabamento a cada nova geração. O Tank 300 atual já traz central multimídia de 12,3 polegadas, painel digital de 9 polegadas, bancos de couro, ar-condicionado dual zone e teto solar. A nova versão pode adicionar:

  • Painel digital de 12,3 polegadas com gráficos 3D dos ângulos de inclinação em tempo real
  • Central multimídia de 14,6 polegadas com processador mais rápido
  • Sistema de som premium com 8 ou 10 alto-falantes
  • Bancos com ajuste elétrico e memória para motorista e passageiro
  • Câmeras específicas para trilha nas laterais e na dianteira

O porta-luvas deve crescer em volume, assim como os porta-objetos nas portas, atendendo pedidos de donos que reclamam da falta de espaço para guardar equipamentos de trilha como rádio comunicador, GPS portátil e kit de primeiros socorros.

Quando chega ao Brasil e por quanto

A GWM ainda não confirmou a chegada da nova geração ao mercado brasileiro, mas o ciclo de produto sugere lançamento local entre o segundo semestre de 2025 e o primeiro trimestre de 2026. O Tank 300 atual está à venda no Brasil desde meados de 2023, e a marca costuma manter gerações por cerca de dois a três anos antes de atualizar a linha.

O preço do Tank 300 atual no Brasil gira em torno de R$ 289.900 na versão única de lançamento. A nova geração, com mais equipamentos e dimensões ampliadas, pode estrear na faixa de R$ 310.000 a R$ 330.000, ainda assim abaixo de concorrentes como Jeep Wrangler (a partir de R$ 379.990) e Land Rover Defender 90 (acima de R$ 500.000).

O custo de propriedade do Tank 300 inclui IPVA médio de R$ 8.670 por ano (3% sobre o valor de tabela FIPE), seguro entre R$ 6.500 e R$ 9.000 dependendo do perfil do condutor, e revisões programadas a cada 10.000 km com custo médio de R$ 1.200 nas três primeiras manutenções. O consumo de combustível exige atenção: com tanque de 75 litros e média de 9 km/l em uso misto, o gasto mensal com gasolina pode chegar a R$ 800 para quem roda 1.000 km por mês.

Concorrência no segmento off-road brasileiro

O novo Tank 300 chega para disputar espaço com modelos consolidados e novos entrantes. O Jeep Wrangler segue como referência absoluta em capacidade fora de estrada, com ângulos de ataque de 41,4 graus e saída de 35,6 graus na versão Rubicon, números superiores aos 33 graus e 34 graus do Tank 300 atual. Porém, o Wrangler custa R$ 90.000 a mais e tem consumo médio de 6,5 km/l, pior que o chinês.

O Ford Bronco Sport, que deve chegar ao Brasil em 2025, traz proposta semelhante ao Tank 300: SUV médio com tração 4×4, visual aventureiro e preço competitivo. A versão Badlands americana tem motor 2.0 turbo de 250 cv, suspensão de curso longo e modos específicos para off-road. O preço estimado no Brasil fica entre R$ 280.000 e R$ 320.000, diretamente na faixa do GWM.

Já o Mitsubishi Pajero Sport, veterano do segmento, oferece motor 2.4 turbodiesel de 181 cv e 43,8 kgfm, com consumo médio de 11 km/l. O preço parte de R$ 349.990, mas a marca japonesa tem rede de concessionárias mais ampla e histórico de confiabilidade consolidado no Brasil, fatores que pesam na decisão de compra.

O que muda para quem já tem o Tank 300 atual

Donos do Tank 300 de primeira geração não precisam se preocupar com desvalorização abrupta. O mercado de SUVs off-road tem demanda constante no usado, e modelos bem cuidados mantêm cerca de 75% do valor de tabela após dois anos de uso. A chegada da nova geração pode até valorizar unidades seminovas da primeira geração entre entusiastas que preferem linhas mais clássicas.

A rede de concessionárias GWM no Brasil cresceu de 25 para 40 pontos de venda entre 2023 e 2024, melhorando a cobertura de assistência técnica. A garantia de fábrica segue em 5 anos ou 150.000 km, o que dá tranquilidade para quem usa o veículo em trilhas e precisa de suporte em caso de quebra.

Peças de desgaste como pastilhas de freio, filtros e fluidos têm preços compatíveis com concorrentes asiáticos. Um jogo de pastilhas dianteiras custa em média R$ 680, enquanto o filtro de ar sai por R$ 120. O diferencial está na disponibilidade: a GWM mantém estoque de peças em centros de distribuição regionais, reduzindo o tempo de espera para manutenções programadas.

Perguntas frequentes sobre o novo GWM Tank 300

O novo Tank 300 terá versão híbrida no Brasil?

A GWM oferece versão híbrida plug-in do Tank 300 na China, com motor 2.0 turbo combinado a motor elétrico, totalizando 405 cv. Porém, a marca ainda não confirmou essa configuração para o mercado brasileiro. O custo adicional de R$ 50.000 a R$ 70.000 e a falta de infraestrutura de recarga fora dos grandes centros tornam a versão híbrida menos viável para o público off-road nacional no curto prazo.

As peças do Tank 300 atual servem na nova geração?

Componentes mecânicos como motor, câmbio e sistema de tração devem manter compatibilidade, porque a GWM costuma aproveitar plataformas entre gerações. Já peças de carroceria como para-choques, capô e lanternas não serão intercambiáveis devido às mudanças dimensionais e de design. Itens de desgaste como pastilhas, discos e filtros provavelmente seguem os mesmos códigos de peça.

O Tank 300 novo aguenta preparação para trilhas pesadas?

A estrutura de chassi independente e suspensão de curso longo do Tank 300 suportam preparações moderadas como lift de até 50 mm, pneus maiores e proteções de carter. Preparações mais radicais, com snorkel, guincho elétrico e segundo tanque de combustível, exigem reforços estruturais que podem comprometer a garantia de fábrica. O ideal é consultar a rede autorizada antes de modificar o veículo.

Qual o consumo real do Tank 300 em trilhas?

Em uso off-road intenso, com tração 4×4 reduzida acionada e motor em rotações mais altas para vencer obstáculos, o consumo cai para 5 a 6 km/l. Em trajetos mistos, com 60% de estrada e 40% de trilha leve, a média fica entre 7,5 e 8,5 km/l. O tanque de 75 litros garante autonomia de cerca de 450 km em uso misto, suficiente para expedições de fim de semana sem necessidade de reabastecimento em postos remotos.

A GWM vai trazer o Tank 500 para competir com o novo Tank 300?

O Tank 500 é o SUV grande de três fileiras da linha Tank, com 5,07 metros de comprimento e motor V6 3.0 turbo de 354 cv. A GWM estuda a viabilidade de trazer o modelo ao Brasil, mas o preço estimado acima de R$ 450.000 e o tamanho avantajado limitam o público-alvo. O Tank 300 segue como carro-chefe da marca no segmento off-road nacional, com melhor relação custo-benefício e dimensões adequadas para trilhas brasileiras.

Vale a pena esperar a nova geração ou comprar o Tank 300 atual?

Quem precisa do veículo agora e encontra boas condições de financiamento pode comprar o modelo atual sem receio. A primeira geração já entrega capacidade off-road sólida e equipamentos completos. Quem pode esperar até meados de 2025 terá a vantagem de escolher entre a geração anterior com possíveis descontos de fim de linha e a nova geração com mais espaço e tecnologia, avaliando qual atende melhor suas prioridades de uso.

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