Leapmotor B10 REEV é resposta a Song Pro e EX5 EM-I no Festival

O Leapmotor B10 REEV é resposta a Song Pro e EX5 EM-I e estará no Festival Interlagos em agosto de 2025, marcando a chegada oficial da marca chinesa ao mercado brasileiro de SUVs médios eletrificados. O modelo utiliza tecnologia REEV (Range Extended Electric Vehicle), que combina motor elétrico com gerador a combustão para autonomia estendida, e mira diretamente os rivais BYD Song Pro e Chery EX5 EM-I na faixa de R$ 200 mil a R$ 250 mil. O B10 será o segundo modelo da Leapmotor no Brasil, depois do C10 já confirmado para o primeiro semestre, e representa a aposta da marca em conquistar quem busca SUV espaçoso sem a ansiedade de autonomia dos elétricos puros.

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O que é REEV e como funciona no Leapmotor B10

REEV significa veículo elétrico de autonomia estendida, uma arquitetura híbrida em série onde o motor a combustão nunca move as rodas diretamente. No Leapmotor B10, um propulsor 1.5 turbo de quatro cilindros funciona exclusivamente como gerador, abastecendo a bateria e alimentando o motor elétrico de 231 cv e 32,6 kgfm de torque que traciona o eixo dianteiro. A bateria de 28,4 kWh permite rodar até 145 km no modo puramente elétrico, segundo o ciclo CLTC chinês (na prática brasileira, espere 110 a 120 km). Quando a carga acaba, o motor 1.5 entra em ação e a autonomia total salta para 1.272 km no mesmo ciclo, o equivalente a ir de São Paulo a Florianópolis sem reabastecer.

Essa configuração traz vantagens claras no dia a dia urbano: você roda a semana inteira no modo elétrico, carregando em casa ou no trabalho, e parte para a estrada no fim de semana sem precisar planejar rota por carregadores rápidos. O consumo combinado declarado é de 5,1 litros por 100 km quando o motor a combustão está ativo, o que representa cerca de 19,6 km/l em rodovia. Na cidade, rodando no elétrico, o custo por quilômetro cai para menos de R$ 0,20 considerando tarifa residencial média de R$ 0,70 por kWh.

A Leapmotor projeta autonomia total de 1.272 km no ciclo CLTC com o B10 REEV, número que deve ficar em torno de 950 a 1.000 km em condições reais brasileiras.

Diferença entre REEV, híbrido paralelo e plug-in híbrido

O sistema REEV se diferencia do híbrido paralelo tradicional (como Toyota Corolla Cross) porque o motor a combustão nunca traciona as rodas, apenas gera energia. Já o plug-in híbrido convencional (como o antigo Mitsubishi Outlander PHEV) permite que motor elétrico e a combustão trabalhem juntos ou separados, dependendo da situação. O REEV entrega sensação de carro elétrico o tempo todo, sem troca de modos perceptível, enquanto o híbrido paralelo tem transições evidentes entre propulsão elétrica e térmica. Vale notar que o BYD Song Pro DM-i usa arquitetura similar ao REEV mas com motor 1.5 que ocasionalmente ajuda na tração em alta velocidade, enquanto o Chery EX5 EM-I adota sistema DHT (Dedicated Hybrid Transmission) onde motor térmico e elétrico alternam conforme demanda.

Especificações técnicas e dimensões do Leapmotor B10

O Leapmotor B10 REEV mede 4.750 mm de comprimento, 1.905 mm de largura e 1.690 mm de altura, com entre-eixos de 2.825 mm. Essas dimensões colocam o modelo entre o Chery Tiggo 8 Pro (4.745 mm) e o BYD Song Plus (4.705 mm), com entre-eixos maior que ambos. O porta-malas oferece 521 litros de capacidade com bancos traseiros em uso, expansíveis para 1.451 litros com segunda fileira rebatida. O peso em ordem de marcha é de 1.950 kg, reflexo da bateria de 28,4 kWh e da estrutura reforçada para receber o sistema híbrido.

O motor elétrico entrega 231 cv de potência (170 kW) e 32,6 kgfm de torque (320 Nm) disponível desde zero rpm, permitindo aceleração de 0 a 100 km/h em 7,8 segundos. A velocidade máxima é limitada eletronicamente em 170 km/h. O motor 1.5 turbo a gasolina produz 95 cv e funciona em faixa de rotação otimizada para eficiência, geralmente entre 2.000 e 3.500 rpm, sem a necessidade de atingir o corte de giro. O tanque de combustível tem capacidade de 52 litros, suficiente para garantir a autonomia estendida prometida.

Ficha técnica resumida

  • Motor elétrico: 231 cv (170 kW) e 32,6 kgfm (320 Nm)
  • Gerador: 1.5 turbo quatro cilindros a gasolina, 95 cv
  • Bateria: 28,4 kWh (LFP, fosfato de ferro-lítio)
  • Autonomia elétrica: 145 km (CLTC) / ~110-120 km (uso real)
  • Autonomia total: 1.272 km (CLTC) / ~950-1.000 km (uso real)
  • Consumo combinado: 5,1 L/100 km (~19,6 km/l)
  • 0-100 km/h: 7,8 segundos
  • Dimensões: 4.750 x 1.905 x 1.690 mm, entre-eixos 2.825 mm
  • Porta-malas: 521 a 1.451 litros
  • Peso: 1.950 kg

Comparação direta: B10 REEV versus Song Pro DM-i e EX5 EM-I

O BYD Song Pro DM-i chega ao Brasil em meados de 2025 com preço estimado entre R$ 220 mil e R$ 240 mil, equipado com bateria Blade de 18,3 kWh que rende 105 km de autonomia elétrica no ciclo NEDC (cerca de 80 km na prática). O sistema DM-i combina motor 1.5 aspirado Atkinson de 110 cv com elétrico de 197 cv, totalizando 235 cv de potência combinada. A autonomia total declarada é de 1.100 km. O Song Pro mede 4.738 x 1.860 x 1.705 mm, ligeiramente menor que o B10 em largura mas com altura superior. O porta-malas oferece 520 litros, praticamente idêntico ao Leapmotor.

O Chery EX5 EM-I utiliza sistema DHT com motor 1.5 turbo de 156 cv e elétrico de 204 cv, potência combinada de 347 cv. A bateria de 18,67 kWh entrega 100 km de autonomia elétrica no ciclo CLTC (75 a 85 km no uso real) e autonomia total de 1.300 km. As dimensões são 4.760 x 1.865 x 1.680 mm, com entre-eixos de 2.830 mm, praticamente empatado com o B10. O porta-malas tem 512 litros. O preço estimado para o mercado brasileiro fica entre R$ 210 mil e R$ 230 mil, posicionamento agressivo que pressiona Leapmotor e BYD.

Os três modelos disputam o mesmo comprador: quem quer SUV espaçoso, tecnologia de ponta e autonomia sem ansiedade, mas não aceita pagar R$ 300 mil ou mais.

Vantagens do Leapmotor B10 REEV

  • Bateria maior: 28,4 kWh contra 18,3 kWh do Song Pro e 18,67 kWh do EX5, resultando em mais quilômetros no modo puramente elétrico
  • Entre-eixos generoso: 2.825 mm garante espaço interno superior para passageiros traseiros
  • Arquitetura REEV pura: motor a combustão nunca traciona as rodas, eliminando transições bruscas entre modos
  • Rede de concessionárias Stellantis: a Leapmotor tem parceria com o grupo no Brasil, aproveitando estrutura de vendas e pós-venda já estabelecida

Desafios do B10 no mercado brasileiro

  • Marca menos conhecida: BYD e Chery já têm presença consolidada no Brasil, enquanto Leapmotor estreia agora
  • Potência combinada não declarada: a Leapmotor informa apenas potência do motor elétrico, sem especificar potência total do sistema
  • Custo de manutenção desconhecido: sem histórico no mercado, revisões e peças de reposição são incógnita
  • Tempo de recarga: bateria maior exige mais tempo para carga completa, estimado em 4 a 5 horas em wallbox de 7 kW

Equipamentos de série e tecnologia embarcada

O Leapmotor B10 REEV virá ao Brasil em versão única altamente equipada, seguindo estratégia da marca de simplificar portfólio. A lista de série inclui central multimídia com tela de 14,6 polegadas flutuante em orientação vertical, painel digital de 10,25 polegadas para o motorista, carregador de celular por indução, seis alto-falantes, ar-condicionado digital de duas zonas, bancos dianteiros com ajuste elétrico e ventilação, teto solar panorâmico fixo e iluminação ambiente com 64 cores. O sistema de som pode ser upgrade opcional com assinatura premium de oito alto-falantes.

Na segurança, o pacote ADAS (Advanced Driver Assistance Systems) traz controle de cruzeiro adaptativo, assistente de centralização de faixa, frenagem autônoma de emergência com detecção de pedestres, alerta de ponto cego, assistente de estacionamento com câmeras 360 graus e sensores dianteiros e traseiros. A Leapmotor promete nível 2+ de condução assistida, onde o carro mantém distância, velocidade e centralização na faixa sem intervenção do motorista em rodovias, mas exige atenção constante com mãos no volante. Seis airbags são padrão, assim como controles de tração e estabilidade.

Conectividade e aplicativo

O sistema operacional Leap OS 4.0 permite integração com smartphone via Apple CarPlay e Android Auto sem fio, comandos de voz em português (a confirmar para versão brasileira), atualizações over-the-air para correções e novos recursos, e aplicativo que monitora nível de bateria, autonomia restante, localização do veículo, controle remoto de ar-condicionado e travas. O aplicativo também agenda horário de recarga para aproveitar tarifas mais baixas de energia elétrica fora de pico.

Preço estimado, concorrentes e posicionamento

A Leapmotor ainda não confirmou preço oficial para o B10 REEV no Brasil, mas a expectativa é que o modelo fique entre R$ 210 mil e R$ 230 mil em versão única, posicionamento que coloca o SUV diretamente contra Song Pro DM-i e EX5 EM-I. Esse valor representa desconto significativo frente aos SUVs médios eletrificados premium, como Volvo XC60 Recharge (a partir de R$ 380 mil) e BMW X3 xDrive30e (R$ 420 mil), mas exige desembolso maior que SUVs compactos a combustão como Volkswagen Taos (R$ 179 mil) e Jeep Compass (R$ 199 mil).

O público-alvo é o comprador que já considera elétrico puro mas teme a infraestrutura de recarga insuficiente no Brasil, especialmente fora das capitais. O REEV elimina essa barreira porque permite viagens longas abastecendo em qualquer posto, enquanto mantém custo operacional baixo no uso urbano diário. Vale notar que o IPVA para híbridos varia por estado: São Paulo cobra alíquota cheia de 4%, enquanto Rio de Janeiro oferece desconto de 50% para híbridos plug-in. O seguro tende a custar 20 a 30% mais que SUVs a combustão equivalentes, reflexo do valor de reposição de bateria e componentes eletrônicos.

Estimativa de custo mensal para o Leapmotor B10 REEV: R$ 1.200 de IPVA (SP, sobre R$ 220 mil), R$ 350 de seguro, R$ 150 de energia elétrica (1.000 km/mês urbano), totalizando R$ 1.700 sem contar revisões.

Concorrentes diretos e indiretos

  • BYD Song Pro DM-i: híbrido plug-in, 235 cv, autonomia total 1.100 km, R$ 220-240 mil (estimado)
  • Chery EX5 EM-I: híbrido DHT, 347 cv, autonomia total 1.300 km, R$ 210-230 mil (estimado)
  • GWM Haval H6 PHEV: híbrido plug-in, 326 cv, autonomia elétrica 110 km, R$ 239 mil
  • BYD Yuan Plus: elétrico puro, 204 cv, autonomia 400 km, R$ 199 mil (referência de preço elétrico)
  • Volkswagen Taos: SUV compacto a combustão, 150 cv turbo, R$ 179 mil (alternativa tradicional)

Presença no Festival Interlagos e estratégia de lançamento

O Festival Interlagos acontece em agosto de 2025 no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, e reúne fabricantes, test drives, exposições e ativações de marcas automotivas. A Leapmotor confirmou presença com estande próprio onde o B10 REEV será exibido ao público pela primeira vez no Brasil, ao lado do C10 elétrico que chega antes. A estratégia é permitir que potenciais compradores vejam o carro de perto, sentem no interior, entendam a tecnologia REEV e façam test drives em circuito fechado dentro do autódromo. A marca também planeja demonstrações de autonomia, mostrando o B10 rodando exclusivamente no modo elétrico e depois com gerador ativo.

As vendas devem começar no quarto trimestre de 2025, com entregas a partir de novembro ou dezembro. A Leapmotor vai aproveitar a rede de concessionárias da Stellantis no Brasil, resultado da joint venture entre as duas empresas anunciada em 2024. Isso significa que o B10 será vendido e terá assistência técnica em pontos Jeep, Fiat, Peugeot e Citroën selecionados, reduzindo drasticamente o tempo de implementação de rede própria. A meta inicial é vender 500 unidades por mês do B10 e C10 combinados, número modesto mas realista considerando o ticket alto e a novidade da marca.

Garantia e manutenção

A Leapmotor deve oferecer garantia de 5 anos ou 100 mil km para o veículo completo e 8 anos ou 160 mil km para bateria e sistema de propulsão elétrica, padrão no segmento de eletrificados. As revisões são estimadas a cada 10 mil km ou 12 meses, com custo médio de R$ 800 a R$ 1.200 dependendo do tipo de serviço. O sistema REEV exige manutenção do motor a combustão (troca de óleo, filtros, velas), mas em intervalos maiores que carros convencionais porque o propulsor trabalha em regime otimizado e não sofre partidas a frio constantes. A bateria não exige manutenção periódica além de inspeção visual e atualização de software.

Perguntas frequentes sobre o Leapmotor B10 REEV

Qual a diferença entre o Leapmotor B10 REEV e um híbrido comum?

O B10 usa arquitetura REEV onde o motor a combustão nunca move as rodas, apenas gera energia para o motor elétrico. Híbridos comuns alternam entre motor elétrico e a combustão conforme a situação. O REEV entrega sensação de carro elétrico o tempo todo, sem transições perceptíveis.

Quanto custa para carregar a bateria do Leapmotor B10 em casa?

A bateria de 28,4 kWh custa cerca de R$ 20 para carga completa considerando tarifa residencial média de R$ 0,70 por kWh. Isso rende 110 a 120 km de autonomia elétrica, resultando em custo de R$ 0,17 a R$ 0,18 por quilômetro rodado no modo elétrico.

O Leapmotor B10 pode rodar só no modo elétrico?

Sim, o B10 roda até 145 km no ciclo CLTC (110 a 120 km no uso real) usando apenas energia da bateria. Depois disso, o motor 1.5 turbo entra automaticamente para gerar energia e manter o motor elétrico funcionando, mas você continua dirigindo um carro elétrico.

Preciso instalar wallbox para carregar o Leapmotor B10?

Não é obrigatório. O B10 pode ser carregado em tomada residencial comum de 220V, mas a recarga completa leva 12 a 14 horas. Com wallbox de 7 kW, o tempo cai para 4 a 5 horas. Carregadores rápidos DC não são compatíveis com a maioria dos híbridos plug-in e REEV.

O Leapmotor B10 REEV tem isenção de rodízio em São Paulo?

Não. A isenção de rodízio municipal em São Paulo vale apenas para veículos 100% elétricos ou movidos a hidrogênio. Híbridos plug-in e REEV seguem as mesmas regras de rodízio dos carros a combustão, com restrição de circulação conforme final de placa.

Qual a vida útil da bateria do Leapmotor B10?

A Leapmotor garante a bateria por 8 anos ou 160 mil km, com retenção mínima de 70% da capacidade original ao fim desse período. Baterias LFP (fosfato de ferro-lítio) como a do B10 tendem a durar mais que baterias NMC, suportando 2.000 a 3.000 ciclos completos de carga antes de degradação significativa.

O Leapmotor B10 REEV chega ao mercado brasileiro com proposta clara: autonomia estendida sem ansiedade, custo operacional baixo no dia a dia urbano e espaço interno generoso para família. A estreia no Festival Interlagos em agosto será o primeiro contato do público com a tecnologia REEV da marca, e as entregas no fim de 2025 vão mostrar se o modelo consegue roubar clientes de BYD e Chery. Para quem busca SUV eletrificado com preço abaixo de R$ 250 mil e quer rodar 1.000 km sem parar, o B10 merece atenção. Fique de olho nas especificações finais e no preço oficial quando a Leapmotor abrir os pedidos, porque a disputa nesse segmento está apenas começando.

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