McLaren 788HS supercar em alta velocidade na pista, sucessor da linha 720SMcLaren 788HS: adeus à linha 720S com 200 km/h em 7 s

O McLaren 788HS é o adeus à linha 720S e acelera até 200 km/h em 7 s, consolidando a despedida mais radical de uma das plataformas mais celebradas da marca de Woking. A série especial chega como evolução definitiva do 720S, combinando redução de peso, aumento de potência e aerodinâmica completamente redesenhada para entregar o que a McLaren chama de “a experiência mais pura da linha Super Series”. Produção limitada a 388 unidades globais, preço estimado acima de £350.000 no Reino Unido, conversão direta sugere algo próximo a R$ 2,8 milhões antes de impostos brasileiros, caso alguma unidade chegue ao país por importação direta.

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O nome 788HS carrega significado duplo: os 788 cv entregues pelo V8 biturbo de 4.0 litros e a sigla HS, que remete a “High Sport”, indicando foco em performance máxima. A aceleração de 0 a 200 km/h em 7 segundos coloca o modelo entre os superesportivos mais rápidos da atualidade, território onde competem apenas nomes como Porsche 911 GT2 RS, Ferrari 812 Competizione e Lamborghini Aventador SVJ. O 0 a 100 km/h acontece em 2,8 segundos, enquanto a velocidade máxima atinge 330 km/h com limitador eletrônico.

Motor V8 biturbo com 788 cv e torque de 800 Nm

O coração do McLaren 788HS é o conhecido V8 biturbo de 4.0 litros, porém levado ao limite da capacidade de resposta. A potência sobe de 720 cv do modelo padrão para 788 cv a 7.500 rpm, enquanto o torque alcança 800 Nm entre 5.500 e 6.500 rpm. A McLaren recalibrou os turbos, revisou o sistema de admissão e alterou o mapeamento da injeção para extrair os cavalos extras sem comprometer a confiabilidade mecânica, segundo a fabricante.

O câmbio continua sendo o SSG de sete marchas com dupla embreagem, agora com trocas 15% mais rápidas no modo Track. A transmissão foi reforçada para suportar o torque adicional, e os engenheiros ajustaram a curva de entrega de potência para privilegiar resposta imediata no acelerador, característica que sempre definiu a personalidade dos McLaren em relação aos rivais italianos. O sistema de escape em titânio pesa 6,2 kg a menos que o do 720S e entrega sonoridade mais agressiva acima de 4.000 rpm.

A McLaren afirma que o 788HS entrega 25% mais downforce que o 720S em velocidades acima de 250 km/h, resultado direto das novas soluções aerodinâmicas integradas à carroceria.

Redução de peso: 30 kg a menos com fibra de carbono

O programa de emagrecimento do 788HS removeu 30 kg da estrutura original do 720S, levando o peso em ordem de marcha para 1.268 kg. A relação peso/potência atinge impressionantes 1,61 kg/cv, número que coloca o modelo entre os mais eficientes da categoria. A redução veio de múltiplas frentes:

  • Bancos em fibra de carbono com revestimento Alcantara: 8 kg a menos
  • Sistema de escape em titânio: 6,2 kg a menos
  • Vidros traseiros e laterais em policarbonato: 4,5 kg a menos
  • Remoção do sistema de som: 3,8 kg a menos
  • Rodas forjadas em alumínio: 4,2 kg a menos
  • Carpete substituído por tapetes em borracha: 2,3 kg a menos
  • Bateria de lítio: 1 kg a menos

A monocoque MonoCell II-S em fibra de carbono permanece idêntica à do 720S, mas a McLaren revisou pontos de fixação da suspensão e reforçou áreas específicas do chassi para lidar com o aumento de carga aerodinâmica. O centro de gravidade foi rebaixado em 8 mm através da redistribuição de componentes internos e do novo sistema de escapamento.

Aerodinâmica redesenhada para máxima eficiência

A carroceria do 788HS recebeu intervenções profundas na aerodinâmica. O splitter dianteiro cresceu 32 mm e ganhou canais laterais maiores para direcionar fluxo de ar aos radiadores e gerar downforce adicional. As saias laterais foram redesenhadas com novos defletores que aceleram o ar em direção ao difusor traseiro, enquanto o capô ganhou duas saídas de ar NACA para reduzir pressão no compartimento do motor.

O aerofólio traseiro ativo aumentou a área de atuação em 20% e agora oferece três posições: baixa resistência para velocidade máxima, intermediária para equilíbrio em curvas rápidas e máxima para frenagem e curvas lentas. O difusor traseiro foi completamente redesenhado, com seis canais verticais ao invés dos quatro originais, aumentando a extração de ar de baixo do carro. O resultado: 25% mais downforce em velocidades acima de 250 km/h, segundo dados da McLaren validados em túnel de vento.

Suspensão Proactive Chassis Control III e freios de carbono cerâmica

A suspensão do 788HS utiliza a terceira geração do sistema Proactive Chassis Control, com amortecedores adaptativos que ajustam a rigidez em milissegundos conforme a leitura de sensores de aceleração lateral, frenagem e inclinação da pista. O sistema foi recalibrado para lidar com o aumento de downforce, enrijecendo a suspensão em 12% no modo Track comparado ao 720S.

As molas foram substituídas por unidades 8% mais rígidas na dianteira e 10% na traseira, enquanto as barras estabilizadoras cresceram em diâmetro. A geometria da suspensão ganhou ajustes de camber e toe mais agressivos, priorizando precisão em curvas de alta velocidade. O resultado é um carro que exige mais do piloto, mas entrega comunicação cristalina do que acontece no contato pneu-asfalto.

Os freios mantêm discos de carbono cerâmica de 390 mm na dianteira e 380 mm na traseira, com pinças de seis e quatro pistões respectivamente. A McLaren afirma que o sistema suporta 1,8 G de desaceleração sem fade em uso contínuo de pista, número validado em testes no circuito de Silverstone. Os pneus são Pirelli P Zero Trofeo R desenvolvidos especificamente para o 788HS, com compostos mais macios e construção reforçada para lidar com as cargas aerodinâmicas.

Interior minimalista com foco em peso e ergonomia

O habitáculo do 788HS elimina tudo que não contribui para a experiência de pilotagem. O sistema de som foi removido, assim como os tapetes tradicionais, revestimentos de porta mais elaborados e até o porta-luvas. O que permanece é funcional: bancos em fibra de carbono com ajuste manual em quatro direções, volante revestido em Alcantara com botões para controle de modos de condução, painel digital de 8 polegadas configurável e ar-condicionado de duas zonas.

Os bancos são 42 mm mais baixos que os do 720S e oferecem contenção lateral aumentada, essencial para uso em pista. O revestimento em Alcantara cobre volante, teto, colunas A e console central, enquanto detalhes em fibra de carbono exposta aparecem no painel, portas e túnel central. A McLaren oferece pacote opcional com air bag para passageiro removível, gaiola de segurança parcial em titânio e extintor de incêndio homologado FIA, indicando claramente o público-alvo: quem pretende levar o carro para track days regulares.

Modos de condução e telemetria integrada

O 788HS oferece quatro modos de condução: Comfort, Sport, Track e Track+. Cada um altera resposta do acelerador, dureza da suspensão, agressividade do controle de tração e abertura das válvulas de escape. O modo Track+ desativa completamente o controle de estabilidade e permite deslizamentos controlados, confiando na habilidade do piloto.

O sistema de telemetria registra tempos de volta, temperaturas de freio e pneu, pressões, aceleração lateral e longitudinal, além de traçar o mapa da pista automaticamente via GPS. Os dados podem ser exportados para análise em laptop ou compartilhados diretamente com a equipe de engenheiros da McLaren Track Telemetry, serviço premium oferecido aos proprietários que desejam melhorar tempos de volta com orientação profissional.

Produção limitada e posicionamento no mercado brasileiro

A McLaren limitou a produção do 788HS a 388 unidades globais, número que faz referência aos 388 cv/litro de cilindrada do motor. A fabricação acontece na planta de Woking, Inglaterra, com ritmo de oito unidades por semana. As primeiras entregas começaram em março de 2025 para clientes europeus, enquanto mercados como Estados Unidos, Oriente Médio e Ásia recebem as unidades entre abril e junho.

No Brasil, a McLaren não opera oficialmente, então qualquer unidade do 788HS precisaria entrar via importação direta, processo que adiciona 35% de imposto de importação, 12% de ICMS, 2,1% de PIS/COFINS e taxa Siscomex. O preço base de £350.000 se transforma em algo próximo a R$ 3,5 milhões após tributos e logística, sem contar opcionais como pintura especial (£12.000), rodas forjadas em carbono (£8.500) ou pacote de pista com gaiola e extintor (£6.200).

O posicionamento coloca o 788HS acima do Ferrari 296 GTB (R$ 3,2 milhões) e do Lamborghini Huracán STO (R$ 3,8 milhões), mas abaixo de edições limitadas como Porsche 911 GT2 RS Clubsport (R$ 4,1 milhões) e Ferrari SF90 XX Stradale (R$ 5,2 milhões). O diferencial está na exclusividade: enquanto Ferrari e Lamborghini produzem milhares de unidades anuais, as 388 unidades do McLaren garantem raridade absoluta.

Comparativo com rivais diretos: Porsche, Ferrari e Lamborghini

O McLaren 788HS compete diretamente com superesportivos de edição limitada focados em performance máxima. O Porsche 911 GT2 RS entrega 700 cv, 0-100 km/h em 2,8 segundos e peso de 1.470 kg, mas perde em aceleração até 200 km/h (7,8 segundos contra 7,0 do McLaren). O motor boxer de 3.8 litros biturbo é menos potente, porém a tração traseira e o câmbio PDK de sete marchas oferecem dirigibilidade mais previsível para pilotos menos experientes.

O Ferrari 296 GTB traz abordagem híbrida: V6 biturbo de 3.0 litros com 663 cv somado a motor elétrico de 167 cv, totalizando 830 cv. O 0-100 km/h acontece em 2,9 segundos, mas o peso de 1.470 kg prejudica a agilidade em curvas lentas. A vantagem está na possibilidade de rodar 25 km em modo elétrico puro, recurso inexistente no McLaren.

Já o Lamborghini Huracán STO (Super Trofeo Omologata) oferece V10 aspirado de 5.2 litros com 640 cv, 0-100 km/h em 3,0 segundos e peso de 1.339 kg. Perde em potência absoluta e aceleração, mas o motor aspirado entrega resposta linear sem lag de turbo e sonoridade inconfundível. A aerodinâmica é igualmente radical, com 53% mais downforce que o Huracán Performante.

O McLaren 788HS se diferencia pela relação peso/potência de 1,61 kg/cv, a melhor entre os rivais diretos, e pela aceleração até 200 km/h em 7 segundos, número que só o Porsche 911 GT2 RS MR consegue igualar.

Perguntas frequentes sobre o McLaren 788HS

Qual o preço do McLaren 788HS no Brasil?

O McLaren 788HS não é vendido oficialmente no Brasil. Via importação direta, o preço estimado fica próximo a R$ 3,5 milhões após impostos, partindo de £350.000 no Reino Unido. Opcionais como pintura especial e pacote de pista aumentam o valor final.

Quantas unidades do McLaren 788HS serão produzidas?

A produção é limitada a 388 unidades globais, número que faz referência aos 388 cv por litro de cilindrada do motor V8 biturbo de 4.0 litros. A fabricação acontece na planta de Woking, Inglaterra, com ritmo de oito carros por semana.

O McLaren 788HS é mais rápido que o 720S?

Sim. O 788HS acelera de 0 a 100 km/h em 2,8 segundos, mesmo tempo do 720S, mas chega aos 200 km/h em 7 segundos, 0,6 segundo mais rápido. A potência subiu de 720 cv para 788 cv, e o peso caiu 30 kg, melhorando a relação peso/potência.

Qual o consumo médio do McLaren 788HS?

A McLaren não divulga consumo oficial, mas estimativas baseadas no 720S sugerem 5,2 km/l em uso urbano e 8,1 km/l em estrada, com gasolina premium obrigatória. Em uso de pista, o consumo pode cair para 3 km/l devido à alta demanda do motor.

O McLaren 788HS pode rodar no Brasil?

Tecnicamente sim, via importação direta e emplacamento em categoria especial no DETRAN. Porém, a ausência de rede de concessionárias McLaren no país dificulta manutenção e acesso a peças. Revisões precisam ser feitas no exterior ou com mecânicos especializados em superesportivos importados.

Quais são os principais rivais do McLaren 788HS?

Os concorrentes diretos incluem Porsche 911 GT2 RS (700 cv, R$ 2,9 milhões), Ferrari 296 GTB (830 cv híbrido, R$ 3,2 milhões), Lamborghini Huracán STO (640 cv, R$ 3,8 milhões) e Aston Martin Vantage F1 Edition (535 cv, R$ 2,1 milhões). Todos são superesportivos de edição limitada focados em performance máxima.

Para quem busca o McLaren mais radical já produzido na linha Super Series, o 788HS representa a despedida definitiva da plataforma do 720S. Os interessados em modelos similares disponíveis no mercado brasileiro podem considerar o Porsche 911 GT3 RS, que oferece experiência de pista com suporte de rede oficial, ou aguardar o lançamento do sucessor do 720S, previsto para 2026 com motorização híbrida e arquitetura completamente nova.

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